Estás a tomar CBD há algumas semanas e tens a sensação de que "funciona menos bem" do que no início? Perguntas-te se o teu corpo se habituou? É uma das questões mais frequentes dos consumidores de CBD e a resposta é muito mais tranquilizadora do que parece. Explicamos-te tudo.
O CBD cria mesmo tolerância?
A tolerância acontece quando o teu organismo se adapta a uma substância e reduz a resposta que lhe dá. Resultado: precisas de aumentar as doses para obter o mesmo efeito. É o que acontece com o álcool, os opioides, as benzodiazepinas… ou o THC.
O CBD funciona de forma diferente. Ao contrário do THC, não age ligando-se diretamente aos recetores CB1 do teu cérebro. Age de forma indireta, em vários alvos ao mesmo tempo: recetores de serotonina, recetores vaniloides, recaptação dos endocanabinoides naturais... Este modo de ação indireto faz com que o teu cérebro não reduza o número de recetores disponíveis ao longo do tempo.
A tolerância inversa: quando o CBD se torna mais eficaz com o tempo
Alguns utilizadores regulares relatam até o fenómeno oposto: ao fim de algumas semanas, obtêm melhores resultados com doses mais baixas do que no início.
De facto, um consumo regular de CBD pode "reeducar" o teu sistema endocanabinoide, tornando-o progressivamente mais recetivo à molécula. Na prática: se o CBD te funciona bem há algumas semanas, pode ser interessante baixar ligeiramente a tua dose antes de voltares à dose base.
Então porque é que parece que o CBD faz menos efeito?
Muitas vezes a primeira explicação é a mais frequente: estás a sentir-te "melhor". Quando o CBD melhora o teu sono ou reduz a tua ansiedade, esses benefícios tornam-se a tua nova normalidade. Deixas de sentir o contraste.
Aqui ficam 3 pontos importantes que podem acentuar esse contraste:
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A tua dosagem já não é adequada. O teu estado de saúde, o teu nível de stress, o teu peso evoluem. Uma dose que funcionava há dois meses pode merecer ser reavaliada — não necessariamente para cima, mas simplesmente recalibrada de acordo com a tua situação atual.
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A qualidade ou o formato dos produtos também podem mudar. Biodisponibilidade, composição, método de extração... tudo isso conta. Um óleo de CBD tomado em sublingual tem um perfil de absorção completamente diferente de uma infusão ou de um rebuçado. Se mudaste de produto ou de marca, é muitas vezes a primeira pista a explorar.
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Estás a consumir com demasiada frequência e em quantidade excessiva. Em casos raros, um consumo intensivo pode levar a uma ligeira saturação temporária.
CBD e dependência: não confundir as duas coisas
Tolerância e dependência não são a mesma coisa. O CBD não cria habituação, não provoca síndrome de abstinência ao parar, e não gera qualquer vontade compulsiva de voltar a consumir. É precisamente isso que o torna uma opção natural interessante para quem quer evitar as substâncias habituais.
Como manter os efeitos do CBD a longo prazo?
Para manteres os efeitos do CBD ao longo do tempo, aqui ficam alguns bons hábitos a adotar:
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Escolher produtos Full Spectrum. Os produtos de espectro completo contêm o conjunto de canabinoides, terpenos e flavonoides da planta. A sua ação combinada é mais completa e mais estável do que com um isolado puro. É o caso de todos os nossos óleos de CBD, das nossas cápsulas e das nossas vapes CBD.
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Encontrar a tua dose e mantê-la. Começa baixo, observa os efeitos e ajusta em pequenos passos até encontrares o que te resulta. Uma vez encontrada a tua dose, não há necessidade de ir mais longe — é ela que importa.
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Variar as formas de consumo. Há quem alterne entre um óleo diário e cápsulas nos períodos mais intensos. Outros usam uma vape para efeitos rápidos e um óleo para o fundo. Isso permite solicitar diferentes vias de ação.
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Fazer uma pausa de vez em quando. Idealmente, uma interrupção de 3 a 7 dias a cada 1 a 2 meses é suficiente para manter uma boa recetividade. Não é obrigatório, mas pode ajudar se sentires uma diminuição da eficácia.
Na prática, se os efeitos diminuírem, está muitas vezes relacionado com um produto de menor qualidade ou com uma mudança no teu estilo de vida.


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